segunda-feira, 26 de maio de 2014

O cego, a lebre e a tartaruga.

Depois de anos na tentativa imaculadamente falha e pura no conceito de  errar,
resolvi a meu modo parar de vez com o uso da cocaina,
Cheguei a conclusão de que era vicio quando todas as noites estavamos apreensivos
e teimosos atrás, mesmo com bebidas, mulheres, violão, e minha voz soando tão bem(por Deus Rabi, porque foi se meter nisso, era só ter maneirado com tudo).

De fato, nós trocamos um vicio por outro, eternamente, até chegarmos ao Status Quo da coisa toda,;
o tão equilibrio perfeito, a tal da maturidade mental.
Pra muitos, hippies e usuarios de acído e amantes de new wave,
seria o equivalente ao que é a tal Nova Ordem mundial ao conceito da Nova era de Aquario,;
Oque isso tem a ver?
Nada.
É apenas abstinência.
E enquanto a tartaruga chega na sua casa primeiro que a lebre,
o cego ouve a tudo, 'assistindo'' e se pergunta:
Aonde diabos eu estou?

É como me sinto.
As vezes bebemos demais, e até as decisões que parecem certas.
Se parar pra pensar, são só decisões de gente que bebeu demais e não sabe oque fala.

Não sei se isso tudo é a tal fissura da dependência.
Não entendo muito isso.
Mas fico me perguntando:
-E agora Rabi, quando você sair, de novo, pra rua.
Você vai aquentar?
Essa voz na mente, que não me deixa.
Não sei como será daqui pra frente,
Queria alguém comigo, pra me ajudar..
Pra dormir do meu lado
Pra fazer amor e me dizer que estará tudo bem.
|Talvez isso de ser solteiro esteja me fazendo mal.
Sinto saudades de amar de novo.
A mesma pessoa.
-Tiro a roupa-nu, sem pelos.
Vou ao banho, a mesma ladainha.
Me seco e ainda nu, vou ao quarto,
Ia sair, mas lembro de tudo oque terei que passar, desligo o telefone(ligações interminaveis)
acendo um cigarro.
ligo o som, nu como estou, vou dormir.
Se é pra me viciar, que seja de ócio.
-Rabi Herzog

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Do cais ao caos

E boto o meu disco do Legião na vitrola,
e vejo a magica acontecer.
Acendo um cigarro.
Fumo com gosto.
Aqueles chiados bons...da agulha entrando em contato com o breu do disco.
Começa, aveludada e triste, e sincera, a voz do sr. Renato:
Ausente o encanto antes cultivado,
percebo o mecanismo indiferente,
que teima em resgatar sem confiança,
a essencia do delito então sagrado.
Meu coração não quer deixar.
meu corpo descansar.
..
Encosto na cama;
fico a mercê da maré de pensamentos que assombram o meu dia a dia:
''Rabi, Rabi, oque será do dia de amanhã Rabi.''
O som tá alto, mas da pro gasto,
Me força a não pensar, e só aproveitar o momento.
Inerte: Pois a inercia é a verdadeira morte.
Pois a essência da vida é a mudança.
E cá me encontro: MORTO.
Deixando aos poucos, ao som da vitrola,
de ser um ser produtivo,
e sendo um peso morto.
Gastando o oxigênio do mundo.
Tomando lugar de algum gênio asiatico
que com o esforço de respirar, gaste mais tempo
na asma do que no estudo da matematica quântica.
Vai saber..
Subo na escada que dá ao caos.
E vejo o cais, com os barcos de papel.
E vejo além;
Ilhas do horizonte que me distraem, logo penso:
Aonde esta você agora, além de aqui, dentro de mim?

Eu sei que é presunção, mas, tire suas mãos de mim
Pois não pertenço mais a você,
Se acha que vai me dominar assim,
nunca ira me entender.
Pois posso estar sozinho, baby,
Mas eu sei muito bem aonde eu estou-no momento.
Você pode até não querer aceitar, garota.
Talvez isso seja mesmo amor.

Esta tudo morto e enterado agora, já, e também-porque não?
podemos celebrar, a estupidez de quem escreveu esse texto!

Amor, venha, meu coração esta com presa,
Só a verdade é que liberta(rá)
Venha, pois oque vem é perfeição.

E fico lá, deitado, viajando no prazer do cigarro barato.
A ''anima'' da vida, a essência do jogo,
que acaba no game over geral de nossos orgãos.
Emoções, problemas, conquistas.
Penso comigo:
Sorte aquelas que amam.
Os filhos herdarão nosso mundo.
O conceito é mais extenso.
A ver com DNA, com problemas estomacais,
Falta de carne, saudades dos amores perdidos.
A musica alta não me deixa pensar direito.
Meu Deus, como me faz bem não pensar tanto as vezes.
Dou graças a isso.
Acendo mais um cigarro.
Dei sorte-outra cerveja, do lado da cama, intacta, quente, mas intacta.
Dou bom dia pra mim.
Mais  uma noite sem dormir.
São 08:30 da manhã.
Oque será do dia hoje?
Alguma coisa me diz, que não vale a pena descobrir..
E eu lá tenho alguma escolha?
-Rabi Herzog

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Meraki

O sentido da alma que se vai-nesse jogo de gato e rato.
Sem saber, que era um sonho bom,
De fato, acordo com espasmos.
Acho que isso um dia me matará.
-Ser feliz aos poucos, e nunca por completo.

Dia longo e estafante.
As pessoas te olham como se fosse ninguém;
Como se o alguém fosse menos que a pessoa.
Que a individualidade fosse menos que o conceito de ser algo unico.;
Nunca entendi essa merda mesmo.
Dimitrius me disse pra encontra-lo na Praça. Afonso Pena.
A tal praça das putas.
Em pleno meio dia.
Saio de casa sem almoçar.
Morto, por dentro e por fora.
Encontro-o sentado, impecavel como sempre,
fumando uma cigarrilha, acompanhado de uma mulher já dos seus 43 anos de idade,
roupa de corte minusculo(uma puta, das velhas, mas manjadas, o emprego explica)
Acendo um cigarro, faço aquela magica com os fósforos, as crianças e os adolescentes adoram.
Ela me olha, eu estou bem, Dimitrius estava comigo, então estava bem.
Só ele anda por entre os 3 lugares: céu, inferno. e terra.
Curiosamente, os portões se abrem ao meio dia.
Da pra ver, pastores, mendigos, advogados,
Asalariados, crianças, jovens. velhos..
anjos em missões, todos. todos saindo do inferno.
E a morte, a doença e a falta de esperança,
todas velas, vem quando o portão se abre.
Sempre soube que era as 3 da matina.
Agora, parece que o diabo só trabalha em horario comercial.

-Você esta fodido, como sempre.
Olhei pra mim mesmo.Realmente estava.
-Bom, me leve para o céu e acabe logo com isso.
Sabe que não estou bem.
A velha puta se sentou, pediu um cigarro a Dimitrius acendeu e se apresentou:
-Meu nome é Meraki, não é tão facil assim como pensa.
Também temos prioridade em você, my boy.
haha;
-O esforço da alma.
-Sou tão antiga quanto pensa, sou a essencia da palavra.
muito da influência daqui veio mais de baixo.

Jogou o cigarro fora, se levantou e foi 'trabalhar', o cafetão, um baixinho carrancudo
estava por lá também, injuriando as pessoas que passavam e batendo nas putas.

-Dimitrius, oque ela quer?
Ele deu uma gargalhada grande, engraçada, parece que o mundo parou nesse momento
para ouvi-lo rir, acendeu outra cigarrilha, pitava pela piteira dela,
fazendo uma fumaça bem espeça e cinza, quase azul, por todo o lugar.
-Ela quer você, todo mundo veio a Terra por algum motivo.
Ela tem o dela, eu tenho o meu..
-Mas de qualquer forma o destino ja esta traçado.
-Sim, Maktub.
-Maktub, disse, em resposta.

-Vamos beber algo, umas cervejas, estou com sede.
-Vamos, tem um bar do outro lado da rua,
Os travecos são os menores dos meus problemas lá.
E a atendente é uma gracinha.
Uma branquela de alargador linda linda, no meio de orientais
falando seu idioma secreto mandarin.
-Vamos, disse, Demetrius, você paga, anjos não usam carteira.
O papo descambou sobre sexo, como sempre.
Meraki era o assunto secundario.
Estava desde sempre a minha espera.
Não esperava que Dimitrius fosse me apresentar a ela.
Pediu uns cigarros soltos em meu nome no bar, guardou-os no bolso do guarda-pó.
Ele era assim, mais fodido que eu.
Mas pelo menos já tinha o céu garantido, todos os dias,
No final da noite.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Alice e a Internet

A idéia de que Alice dorme, e em busca de um livro, vai atrás de coelho apresado,
E entra no mundo da INTERNET.
Mata a rainha de copas, e vende suas fotos nuas, de sexo explicito,
com o chapeleiro maluco
em troca de pagantes em um site privado.
De longe, Ri em cima de uma arvore, o gato mimado,
Acompanhado de dois seguranças-os gemeos retardados.
Pensando até quando essa brilhante idéia vai dar certo.
Alice é menor de idade.
Mas foda-se, pensou.
-Eu também sou, e estou sempre de acido chapado.
-Rabi Herzog

Uma grama de conciência, por 5 da marrom

Essa infinitude de coisas muito estranhas que acontecem num curto espaço de tempo.
E deixa a gente meio pensativo sobre oque pode ter dado errado.
E a desistência de tentar entender certos acontecimentos,
As vezes é a melhor escolha a ser seguida.

Enquanto corto as unhas do meu pé, pensando: deveria ter feito isso a alguns dias atrás.
-Realmente estavam grandes e eu estava me descuidando muito rapidamente.
Dei um gole na cerveja, que estava ficando quente  já.
E a maldita barba grande que antes era capricho agora virou sinal de desleixo.
Por mais que a Morena teimasse em dizer que ficava legal com meu novo eu.

E o grupinho da cocaina, das faras, das mulheres vadias,
do sexo sem compromisso;
Isso tudo era como eu singelamente chamava de 'dia-a-dia'.
Passei um noite inteira pesando em como fazer as coisas acontecerem do jeito que eu queria.
E percebi que sonhar é uma parte muito extensa e complexa da coisa toda.
Dei outro gole na cerveja.
Talvez eu ligue pro Math, pensei.
Peguei o celular.. fiquei olhando o numero do viado.
Sabia que ele iria arrumar alguma desculpa, como sempre.
Matei a primeira, pela metade já, num gole só.
acendi um cigarro.
Liguei a caixa no note, fiquei pensando no que fazer pelos próximos 5 minutos.
Acendi um cigarro.
Sabia que pelo menos os próximos 5 minutos seriam bem  aproveitados.

Chamando... Chamando... Chamando.. atende: outro fodido que nem eu.
-Math, seu viado, cola em casa, vamos passar o som nessa merda.
Tem algumas cervas aqui. S'imbora tocar algo.
-Hoje?
-Agora viado.
-Hoje não dá, tenho que estudar..
fica pra próxima cara.
-Filho da puta-filho da puta pensei também.
A gente fala mais alguma coisa sobre filmes e citações idiotas do clube da luta que
A gente as vezes usa. Desligamos.
O Desgraçado fica lá, estudando biologia humana,e  eu aqui, me acabando na cerveja.}
Sem expectativas, Me acabando na cerveja e criando minhas expectativas também
de acordar rico, ou no minimo, sem úlcera.

Pego o violão sozinho, plugo a criança na caixa, ligo o microfone, faço aquela passagem de som porca.
Fico ensaiando tirar algo.
Sai SERÁ. do Renatão..
Mais lento.
Mais.. lento..
Talvez eu grave.. quem sabe..
Não dá..
Preciso parar com essa merda.
Uma festa de pó pra um homem só.
É oque dizem.
Eu matei meu eu interior, e hoje eu sou livre.
Mas qual o preço da liberdade?
Se eu joguei fora minha individualidade.
As vezes estar só é bom.
As vezes não.
É relativo.
Imagina que louco, amar e ser amado, pela mesma pessoa, quisá, pelo resto de nossas vidas.

-Rabi Herzog-de porre.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Morte e vida no crepusculo dos deuses.

Espirais concentricas, trangênicas, estranhas, meio deprimidas.
Acanhadas. Tristes, criadas no vortice de uma mente estranha.
Era hora da bolacha e chá com o chapeleiro maluco.:
Pobre e doce Alice, não quero correr da rainha de copas mamãe.
Não quero acordar pra ir pra escola-mamãe não sabia que eu passei a noite toda chorando,
Por que eu a amava, e não queria que ela fosse embora.;
Mamãe, mamãe...
Por que você partiu?
Mamãe, por que voltou tão diferente?
Agora EU TE AMO.

Eu tô cansado de correr nessa merda.
Amor, não quero mais fugir, Demetrius, me leva daqui.
To cansado disso tudo.
Porra, por que você só olha?
Fumar um cigarro agora seria tudo de bom.
Apreciar o fim do mundo.
Tão calmo e tão distante.
Eu inventei o Rock n' Roll baby,
Inventei essa coisa de drogas e xoxotas.
Eu acho que sou uma especie de Deus de mim mesmo.
Tomando conta desse mundo que chamo de EU.

Tô cansado de acordar todo dia, pegar o carro e estilhaçar meu corpo contra o muro
dos prédios do centro.
Fazer que nem o Macgyver, pular fora no ultimo segundo.
Ver os prédios em chamas.
Eu nunca pulo..
Ver as coisas em camêra lenta..
Os estilhaços voando. as vidas perdidas, a dor escruciante,
5 dias.. 5 dias..

Os ossos quebrando, articulações sendo rompidas.
Ei, é meu joelho voando pelo parabrisas?
Meus dentes..quebrando pelo volante.
Eu não sei dirigir..
Essas espirais.. há, essas danadinhas..
 -----
EU não sinto minhas PERNAS...
-Amor, amor... por que tâ chorando?/-Sangue na boca, gosto de sangue na boca, dentes moles.
-Thiago, foi dureza, filho da puta.. foi dureza.
-Eu to bem...-Eu tô?
-Não sinto a porra das minhas pernas..
-Talvez não ande por um tempo.
-Tudo bem.. sangue.. na boca..
-Foi a sonda.. rasgou sua garganta..
Doi, sai sangue. cuspo sangue.. bebo soro, vomito sangue, há.. a lógica da ciência dos hospitais é confusa demais pra mim.

-É você J.J?
-Não, sou eu, Dêbora, você ta na Vila agora.
Dormiu um tempo.. uns dias..
-Dêbora, me desculpa...
-Não.. você não merece.
-Obrigado..
-Tudo bem..
Dorme.. venho aqui depois do trampo... dorme..
-EU te amo..
-Também, filho da puta...
-Obrigado..
-Esquece..
-Me desculpa, Joana.. pede... desculpa pra ela..
-Ela não sabe.. ela não esteve aqui, desculpa Thiago.
-Tudo bem... te amo.

Não vi a Débora por 6 meses depois disso.
É disso que sei...

Rabi Herzog

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Garçom, emoções baratas num copo sujo por favor

As vias de fato, sentado na privada.
Graças a Deus, todo mundo do mais rico ao mais pobre.
Todo mundo caga.
Afinal de contas, Ele não é tão injusto assim.
Pensando nesse ultimo ano que se passou.
Muita coisa aconteceu realmente.
Parece que conforme vamos ficando mais velhos a vida vai passando mais rapido.
E quando chegamos mais perto dos 30 do que dos 20, a situação muda.
Começamos a pensar: Aonde eu cheguei? Por que não cheguei?
Oque vai ser daqui pra frente?
E realmente começa a bater aquele medo insuportável do desconhecido.
E a morte passa a ser mais reconfortante.
Mas até quando?
É uma grande merda pensar, ter que reconhecer as frustrações da vida;
do mundo que tinhamos em nossas mãos e deixamos escapar.
É uma parada de jogar duro.
Ser o osso que esse mundo cão não vai roer tão fácil.
De fato, todo mundo sede ao mundo.
Abaixa as calças e acaba sendo enrabado e fodido pelo mundo de alguma maneira.
Como dizia Denzel Washington em dia de treinamento: "Esse mundo é um grande sanduiche de merda, e todo mundo tem que dar uma mordida nele''.
Faz uns 10 anos que venho levando essa frase comigo.
Mas só agora eu sinto o peso dessas palavras comigo.
As prévias do casamento que não aconteceu.
O filho perdido que não nasceu.
A pessoa que quem nos entregamos insandecidos e loucos de amor biruta e desvairado(desses iguais a travecos malucos e de roupa senxual, fazendo seus lances trans em boates de baixo valor na augusta)
Fiz papel de otario, joguei muita coisa fora, algumas eu carrego ainda-chamo de lembranças do passado.
Apostei alto no cavalo errado.
Devia ter percebido que o puto era manco.
E andava do lado contrario a pista.
Apostei o amor, minha vida e o resto de sanidade que ainda tinha.
Rabi, Rabi, seu puto, ainda bem que você é bipolar, a merda da sua pseudoconciência ainda sobrevive, com espasmos de realidade, na porra de um sonho comatoso de vergonha,sexo e alcool que você nunca acorda.
Quando mais, apenas pra dar uma mijada no banheiro, ver pela janela a porra do mundo real, e voltar a dormir.
De fato, eu nem caguei, dei a droga da descarga por reflexo, lavei a mão por burrice.
Na grande maioria das vezes, venho ao banheiro não pra fazer, apenas pra escrever merda.
Ps: preciso comprar cigarro logo a tarde e mais cerveja pro estoque da madrugada.

-Rabi Herzog.
Inspirado livremente pelo conto de Alan \Guedes e Charles Rodrigues.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Um anjo bêbado e safado.

Minha história com Demetrius é antigona já.
Não sei quantos anos ou séculos, nunca parei pra contar.
Nunca realmente parei pra saber quantos anos realmente eu tenho.
Mas tenho uma leve impressão de que Demetrius seja velho.
Alguma coisa a ver com anjos velhos e rabujentos que sairam de ação
e ficam agora em salas com escrivaninhas e bebendo alcool celestial escondidos.
Fazendo a porra burocratica no céu, essas merdas.

Alguma coisa a ver com casos perdidos e pessoas inconsequentes.
Alguma merda a ver com aposentadoria, on the road, copos sujos com cerveja barata.
Cigarros reacendidos, voltar ao Deus criador, redenção dos inocentes.
Alguma coisa desse gênero.

E por fim, nos encontramos.
Num bar cabuloso de gente fuleira e fodida, fazendo meu breakfast as 10:00 da matina.
Que necessariamente se consistia em duas cervejas, um energético, uma torta e dois cigarros soltos.
E me senta o tal cara,todo supimpa, cheio dos ternos legais, com um guarda pó todo fodido.
Pega um dos meus cigarros, acende, fuma até a metade, com um ar de prazer indescritivel.
Parecia até estar gozando, ou algo assim.
Pensei comigo-Esse cara realemente tem um prazer orgastico em fumar.
Tinha aquela barba por fazer e olhos azuis e cabelo preto bem penteado de suburbano rebelde que faria dele um modelo em piscar olhos, ou num abrir e fechar de pernas de corretoras de imoveis.
Elas adoram fazer isso.

Colocou o cigarro na mesa, de pé, ainda acesso.
Olhou de um jeito pra mim que nunca mais consegui encarar pessoa nenhuma nos olhos.
Me disse:
-Cara, você esta fodido, muito fodido.
Não sei como dizer isso, mas você vai morrer.
E eu estou aqui pra fazer da sua passagem de transição algo mais.. ''seguro''.
Vamos te fazer ir a força pra porra do Santo Céu do Nosso Senhor!
Aquele ''vamos'', me fez a mente fundir.
-Eu realmente estou velho pra essas coisas, sua alma também não é mais nova.
Você, assim como todos os outros, vão todos morrer-pegou o cigarro e fez aquela cara de prazer de novo-
Não sei os planos de Deus pra você, só cumpro ordens. e vamos passar um bom tempo juntos,
vamos te fazer ir pro céu baby. haha
Cara, a risada de bebado do desgraçado era linda, de um jeito não homosexual, era realmente linda.
Aquilo me deixou sobrio na hora.
Pedi mais duas.
Bebi as primeiras e nem percebi.
Comecei a chorar, meio feliz, meio surpreso.
Achei que era meu fim, aquela merda tinha terminado e eu iria pro céu.
Depois entendi que era só o começo.
Ainda tinha uma vida toda pela frente, e Demetrius sempre por lá.
Guiando meu caminho nesse mar de bosta que eu chamo de vida.
Posteriormente Demetrius me disse que ja foi de tudo nessa vida, mas
oque ele mais gostava era de ser Shaman, então eu sempre o via como tal.
Com a linguagem mais rebuscada, quase como Don Ruan do Carlos Castañeda.
Meu guia espiritual.
Por fim, adquirimos o habito de subirmos no lugar mais alto do mundo e fumarmos
um cigarro.
Ver o mundo, o nascer, crescer e o fim da humanidade.
Foda que ele nunca tem cigarros.
Isso me fode a vida.
Sinceramente, nunca vi alguém falar tanto de sexo(a não ser eu),
Realmente ele faz uma alusão a sexo, amor e Deus que me assusta.
E me fascina.
E me faz ver que ao menos em uma coisa eu não estou errado.
Demetrius, seu puto.
Falou que ia logo ali faz dois anos.
E me deixou plantado numa encruzilhada falando com o demonio.
É de foder a vida.
Se não fosse tão decadente e realista, e sem final feliz(nem triste),
seria a porra de supernatural de um homem só.
Só que fodido.
-Rabi Herzog

Como elefantes e borboletas-E meu nome é Rabi Herzog

Ah Rabi, haaa Rabi.. Que merda você fez agora.. Sabias palavras essas:
 'ficar a deriva no mar de bosta, com uma ilha de luva plastica,
 que mal cabe um rato morto, talvez a ilha seja o tal rato morto'.

 Talvez nem eu saiba mais aonde eu estou. Mas aonde eu estou fede, e não é agradavel.
 Apenas aceitavel.
Talvez eu esteja mesmo a deriva num mar de bosta. -Essa chuva não passa, dá pra mim-falei colocando-a sentada, arqueando as pernas, sentindo ir bem fundo,vendo o ar de goso, coisa louca.
No fundo nunca soube se era pressão, no sentido geral acho que era gostar, era viciar. Era aquilo de amor de pica, com amor de verdade, sei lá.
Só sei que de todas as xoxotas que provei, com certeza era a que mais me viciou.

 Essa coisa de ficar louco me deixa puto. Não sei se é a coisa da conciência me chamando a atenção de que tem coisas erradas no meu cerebro, no meu jeito de agir, de pensar, de sonhar e de ser.
 Na anima, entendem?
Não consigo mais amar. A sanguesuga acabou com minha vontade, minha força vital, até a porra da minha virilidade. E atualmente fico me lamentando, não por ela, mas por outras coisas.
 Não lembro mais o sobrenome, mas sei que não vale a pena.
E depois de uns goles de cerveja pela manhã,uns dois cigarros, talvez uns videos engraçados na net,e umas paradas gordurosas sem carne, fico pensando aonde estará a porra do meu anjo da guarda:
que falou que iria logo ali faz dois anos e nunca mais voltou-Demetrius-aquele anjo puto e beberão. Fumador de cigarro e sem asas-O tal anjo sem asas-.

 Essa porra sou eu, o tal Rabi Herzog, meio puto, meu pobre, Problematico , rancoroso, uma lastima de gente.(mas ainda sei amar).
Sei fazer algumas coisas na cama. Sei fazer algumas coisas fora dela também.

 Só não sei rimar Romã com traviseiro. Isso eu deixo pro poeta viado do Renato Russo-grande cara.
 As vezes faço musicas. As vezes faço poemas. Mas nunca curti essa merda de ''poemas''.
 Sempre achei coisa de viado.
Aposto que Clive Staples fez Narnia esperando que viadinhos escritores De poemas clichês como o virgem do Augusto dos Anjos saissem do armario.
Enfim.
São 04:00 da matina. Faculdade de filosofia esta um saco.
Não componho nada e nem faço uma porra de musica nova a mais de 1 ano.
A vadia sanguesuga realmente sugou todas as minhas energias vitais. Direto da fonte. Direto das bolas.
Vou acender um cigarro, talvez escreva mais disso, talvez não. realmente não estou contando com isso.
Caraleo..que saudades da J.J.
E a unica pessoa que não sai da porra da minha cabeça é a maldita sanguesuga que acabou com a porra da minha vontade de viver. É isso,quem nasceu pra ser Augusto dos Anjos, nunca sera Bukowski.
 Demetrius, seu putão, cadê você porra??
 -Rabi Herzog