quarta-feira, 14 de maio de 2014

Uma grama de conciência, por 5 da marrom

Essa infinitude de coisas muito estranhas que acontecem num curto espaço de tempo.
E deixa a gente meio pensativo sobre oque pode ter dado errado.
E a desistência de tentar entender certos acontecimentos,
As vezes é a melhor escolha a ser seguida.

Enquanto corto as unhas do meu pé, pensando: deveria ter feito isso a alguns dias atrás.
-Realmente estavam grandes e eu estava me descuidando muito rapidamente.
Dei um gole na cerveja, que estava ficando quente  já.
E a maldita barba grande que antes era capricho agora virou sinal de desleixo.
Por mais que a Morena teimasse em dizer que ficava legal com meu novo eu.

E o grupinho da cocaina, das faras, das mulheres vadias,
do sexo sem compromisso;
Isso tudo era como eu singelamente chamava de 'dia-a-dia'.
Passei um noite inteira pesando em como fazer as coisas acontecerem do jeito que eu queria.
E percebi que sonhar é uma parte muito extensa e complexa da coisa toda.
Dei outro gole na cerveja.
Talvez eu ligue pro Math, pensei.
Peguei o celular.. fiquei olhando o numero do viado.
Sabia que ele iria arrumar alguma desculpa, como sempre.
Matei a primeira, pela metade já, num gole só.
acendi um cigarro.
Liguei a caixa no note, fiquei pensando no que fazer pelos próximos 5 minutos.
Acendi um cigarro.
Sabia que pelo menos os próximos 5 minutos seriam bem  aproveitados.

Chamando... Chamando... Chamando.. atende: outro fodido que nem eu.
-Math, seu viado, cola em casa, vamos passar o som nessa merda.
Tem algumas cervas aqui. S'imbora tocar algo.
-Hoje?
-Agora viado.
-Hoje não dá, tenho que estudar..
fica pra próxima cara.
-Filho da puta-filho da puta pensei também.
A gente fala mais alguma coisa sobre filmes e citações idiotas do clube da luta que
A gente as vezes usa. Desligamos.
O Desgraçado fica lá, estudando biologia humana,e  eu aqui, me acabando na cerveja.}
Sem expectativas, Me acabando na cerveja e criando minhas expectativas também
de acordar rico, ou no minimo, sem úlcera.

Pego o violão sozinho, plugo a criança na caixa, ligo o microfone, faço aquela passagem de som porca.
Fico ensaiando tirar algo.
Sai SERÁ. do Renatão..
Mais lento.
Mais.. lento..
Talvez eu grave.. quem sabe..
Não dá..
Preciso parar com essa merda.
Uma festa de pó pra um homem só.
É oque dizem.
Eu matei meu eu interior, e hoje eu sou livre.
Mas qual o preço da liberdade?
Se eu joguei fora minha individualidade.
As vezes estar só é bom.
As vezes não.
É relativo.
Imagina que louco, amar e ser amado, pela mesma pessoa, quisá, pelo resto de nossas vidas.

-Rabi Herzog-de porre.

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