O sentido da alma que se vai-nesse jogo de gato e rato.
Sem saber, que era um sonho bom,
De fato, acordo com espasmos.
Acho que isso um dia me matará.
-Ser feliz aos poucos, e nunca por completo.
Dia longo e estafante.
As pessoas te olham como se fosse ninguém;
Como se o alguém fosse menos que a pessoa.
Que a individualidade fosse menos que o conceito de ser algo unico.;
Nunca entendi essa merda mesmo.
Dimitrius me disse pra encontra-lo na Praça. Afonso Pena.
A tal praça das putas.
Em pleno meio dia.
Saio de casa sem almoçar.
Morto, por dentro e por fora.
Encontro-o sentado, impecavel como sempre,
fumando uma cigarrilha, acompanhado de uma mulher já dos seus 43 anos de idade,
roupa de corte minusculo(uma puta, das velhas, mas manjadas, o emprego explica)
Acendo um cigarro, faço aquela magica com os fósforos, as crianças e os adolescentes adoram.
Ela me olha, eu estou bem, Dimitrius estava comigo, então estava bem.
Só ele anda por entre os 3 lugares: céu, inferno. e terra.
Curiosamente, os portões se abrem ao meio dia.
Da pra ver, pastores, mendigos, advogados,
Asalariados, crianças, jovens. velhos..
anjos em missões, todos. todos saindo do inferno.
E a morte, a doença e a falta de esperança,
todas velas, vem quando o portão se abre.
Sempre soube que era as 3 da matina.
Agora, parece que o diabo só trabalha em horario comercial.
-Você esta fodido, como sempre.
Olhei pra mim mesmo.Realmente estava.
-Bom, me leve para o céu e acabe logo com isso.
Sabe que não estou bem.
A velha puta se sentou, pediu um cigarro a Dimitrius acendeu e se apresentou:
-Meu nome é Meraki, não é tão facil assim como pensa.
Também temos prioridade em você, my boy.
haha;
-O esforço da alma.
-Sou tão antiga quanto pensa, sou a essencia da palavra.
muito da influência daqui veio mais de baixo.
Jogou o cigarro fora, se levantou e foi 'trabalhar', o cafetão, um baixinho carrancudo
estava por lá também, injuriando as pessoas que passavam e batendo nas putas.
-Dimitrius, oque ela quer?
Ele deu uma gargalhada grande, engraçada, parece que o mundo parou nesse momento
para ouvi-lo rir, acendeu outra cigarrilha, pitava pela piteira dela,
fazendo uma fumaça bem espeça e cinza, quase azul, por todo o lugar.
-Ela quer você, todo mundo veio a Terra por algum motivo.
Ela tem o dela, eu tenho o meu..
-Mas de qualquer forma o destino ja esta traçado.
-Sim, Maktub.
-Maktub, disse, em resposta.
-Vamos beber algo, umas cervejas, estou com sede.
-Vamos, tem um bar do outro lado da rua,
Os travecos são os menores dos meus problemas lá.
E a atendente é uma gracinha.
Uma branquela de alargador linda linda, no meio de orientais
falando seu idioma secreto mandarin.
-Vamos, disse, Demetrius, você paga, anjos não usam carteira.
O papo descambou sobre sexo, como sempre.
Meraki era o assunto secundario.
Estava desde sempre a minha espera.
Não esperava que Dimitrius fosse me apresentar a ela.
Pediu uns cigarros soltos em meu nome no bar, guardou-os no bolso do guarda-pó.
Ele era assim, mais fodido que eu.
Mas pelo menos já tinha o céu garantido, todos os dias,
No final da noite.
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