segunda-feira, 28 de abril de 2014

Morte e vida no crepusculo dos deuses.

Espirais concentricas, trangênicas, estranhas, meio deprimidas.
Acanhadas. Tristes, criadas no vortice de uma mente estranha.
Era hora da bolacha e chá com o chapeleiro maluco.:
Pobre e doce Alice, não quero correr da rainha de copas mamãe.
Não quero acordar pra ir pra escola-mamãe não sabia que eu passei a noite toda chorando,
Por que eu a amava, e não queria que ela fosse embora.;
Mamãe, mamãe...
Por que você partiu?
Mamãe, por que voltou tão diferente?
Agora EU TE AMO.

Eu tô cansado de correr nessa merda.
Amor, não quero mais fugir, Demetrius, me leva daqui.
To cansado disso tudo.
Porra, por que você só olha?
Fumar um cigarro agora seria tudo de bom.
Apreciar o fim do mundo.
Tão calmo e tão distante.
Eu inventei o Rock n' Roll baby,
Inventei essa coisa de drogas e xoxotas.
Eu acho que sou uma especie de Deus de mim mesmo.
Tomando conta desse mundo que chamo de EU.

Tô cansado de acordar todo dia, pegar o carro e estilhaçar meu corpo contra o muro
dos prédios do centro.
Fazer que nem o Macgyver, pular fora no ultimo segundo.
Ver os prédios em chamas.
Eu nunca pulo..
Ver as coisas em camêra lenta..
Os estilhaços voando. as vidas perdidas, a dor escruciante,
5 dias.. 5 dias..

Os ossos quebrando, articulações sendo rompidas.
Ei, é meu joelho voando pelo parabrisas?
Meus dentes..quebrando pelo volante.
Eu não sei dirigir..
Essas espirais.. há, essas danadinhas..
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EU não sinto minhas PERNAS...
-Amor, amor... por que tâ chorando?/-Sangue na boca, gosto de sangue na boca, dentes moles.
-Thiago, foi dureza, filho da puta.. foi dureza.
-Eu to bem...-Eu tô?
-Não sinto a porra das minhas pernas..
-Talvez não ande por um tempo.
-Tudo bem.. sangue.. na boca..
-Foi a sonda.. rasgou sua garganta..
Doi, sai sangue. cuspo sangue.. bebo soro, vomito sangue, há.. a lógica da ciência dos hospitais é confusa demais pra mim.

-É você J.J?
-Não, sou eu, Dêbora, você ta na Vila agora.
Dormiu um tempo.. uns dias..
-Dêbora, me desculpa...
-Não.. você não merece.
-Obrigado..
-Tudo bem..
Dorme.. venho aqui depois do trampo... dorme..
-EU te amo..
-Também, filho da puta...
-Obrigado..
-Esquece..
-Me desculpa, Joana.. pede... desculpa pra ela..
-Ela não sabe.. ela não esteve aqui, desculpa Thiago.
-Tudo bem... te amo.

Não vi a Débora por 6 meses depois disso.
É disso que sei...

Rabi Herzog

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