Depois de anos na tentativa imaculadamente falha e pura no conceito de errar,
resolvi a meu modo parar de vez com o uso da cocaina,
Cheguei a conclusão de que era vicio quando todas as noites estavamos apreensivos
e teimosos atrás, mesmo com bebidas, mulheres, violão, e minha voz soando tão bem(por Deus Rabi, porque foi se meter nisso, era só ter maneirado com tudo).
De fato, nós trocamos um vicio por outro, eternamente, até chegarmos ao Status Quo da coisa toda,;
o tão equilibrio perfeito, a tal da maturidade mental.
Pra muitos, hippies e usuarios de acído e amantes de new wave,
seria o equivalente ao que é a tal Nova Ordem mundial ao conceito da Nova era de Aquario,;
Oque isso tem a ver?
Nada.
É apenas abstinência.
E enquanto a tartaruga chega na sua casa primeiro que a lebre,
o cego ouve a tudo, 'assistindo'' e se pergunta:
Aonde diabos eu estou?
É como me sinto.
As vezes bebemos demais, e até as decisões que parecem certas.
Se parar pra pensar, são só decisões de gente que bebeu demais e não sabe oque fala.
Não sei se isso tudo é a tal fissura da dependência.
Não entendo muito isso.
Mas fico me perguntando:
-E agora Rabi, quando você sair, de novo, pra rua.
Você vai aquentar?
Essa voz na mente, que não me deixa.
Não sei como será daqui pra frente,
Queria alguém comigo, pra me ajudar..
Pra dormir do meu lado
Pra fazer amor e me dizer que estará tudo bem.
|Talvez isso de ser solteiro esteja me fazendo mal.
Sinto saudades de amar de novo.
A mesma pessoa.
-Tiro a roupa-nu, sem pelos.
Vou ao banho, a mesma ladainha.
Me seco e ainda nu, vou ao quarto,
Ia sair, mas lembro de tudo oque terei que passar, desligo o telefone(ligações interminaveis)
acendo um cigarro.
ligo o som, nu como estou, vou dormir.
Se é pra me viciar, que seja de ócio.
-Rabi Herzog
Nenhum comentário:
Postar um comentário