Depois de anos na tentativa imaculadamente falha e pura no conceito de errar,
resolvi a meu modo parar de vez com o uso da cocaina,
Cheguei a conclusão de que era vicio quando todas as noites estavamos apreensivos
e teimosos atrás, mesmo com bebidas, mulheres, violão, e minha voz soando tão bem(por Deus Rabi, porque foi se meter nisso, era só ter maneirado com tudo).
De fato, nós trocamos um vicio por outro, eternamente, até chegarmos ao Status Quo da coisa toda,;
o tão equilibrio perfeito, a tal da maturidade mental.
Pra muitos, hippies e usuarios de acído e amantes de new wave,
seria o equivalente ao que é a tal Nova Ordem mundial ao conceito da Nova era de Aquario,;
Oque isso tem a ver?
Nada.
É apenas abstinência.
E enquanto a tartaruga chega na sua casa primeiro que a lebre,
o cego ouve a tudo, 'assistindo'' e se pergunta:
Aonde diabos eu estou?
É como me sinto.
As vezes bebemos demais, e até as decisões que parecem certas.
Se parar pra pensar, são só decisões de gente que bebeu demais e não sabe oque fala.
Não sei se isso tudo é a tal fissura da dependência.
Não entendo muito isso.
Mas fico me perguntando:
-E agora Rabi, quando você sair, de novo, pra rua.
Você vai aquentar?
Essa voz na mente, que não me deixa.
Não sei como será daqui pra frente,
Queria alguém comigo, pra me ajudar..
Pra dormir do meu lado
Pra fazer amor e me dizer que estará tudo bem.
|Talvez isso de ser solteiro esteja me fazendo mal.
Sinto saudades de amar de novo.
A mesma pessoa.
-Tiro a roupa-nu, sem pelos.
Vou ao banho, a mesma ladainha.
Me seco e ainda nu, vou ao quarto,
Ia sair, mas lembro de tudo oque terei que passar, desligo o telefone(ligações interminaveis)
acendo um cigarro.
ligo o som, nu como estou, vou dormir.
Se é pra me viciar, que seja de ócio.
-Rabi Herzog
segunda-feira, 26 de maio de 2014
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Do cais ao caos
E boto o meu disco do Legião na vitrola,
e vejo a magica acontecer.
Acendo um cigarro.
Fumo com gosto.
Aqueles chiados bons...da agulha entrando em contato com o breu do disco.
Começa, aveludada e triste, e sincera, a voz do sr. Renato:
Ausente o encanto antes cultivado,
percebo o mecanismo indiferente,
que teima em resgatar sem confiança,
a essencia do delito então sagrado.
Meu coração não quer deixar.
meu corpo descansar.
..
Encosto na cama;
fico a mercê da maré de pensamentos que assombram o meu dia a dia:
''Rabi, Rabi, oque será do dia de amanhã Rabi.''
O som tá alto, mas da pro gasto,
Me força a não pensar, e só aproveitar o momento.
Inerte: Pois a inercia é a verdadeira morte.
Pois a essência da vida é a mudança.
E cá me encontro: MORTO.
Deixando aos poucos, ao som da vitrola,
de ser um ser produtivo,
e sendo um peso morto.
Gastando o oxigênio do mundo.
Tomando lugar de algum gênio asiatico
que com o esforço de respirar, gaste mais tempo
na asma do que no estudo da matematica quântica.
Vai saber..
Subo na escada que dá ao caos.
E vejo o cais, com os barcos de papel.
E vejo além;
Ilhas do horizonte que me distraem, logo penso:
Aonde esta você agora, além de aqui, dentro de mim?
Eu sei que é presunção, mas, tire suas mãos de mim
Pois não pertenço mais a você,
Se acha que vai me dominar assim,
nunca ira me entender.
Pois posso estar sozinho, baby,
Mas eu sei muito bem aonde eu estou-no momento.
Você pode até não querer aceitar, garota.
Talvez isso seja mesmo amor.
Esta tudo morto e enterado agora, já, e também-porque não?
podemos celebrar, a estupidez de quem escreveu esse texto!
Amor, venha, meu coração esta com presa,
Só a verdade é que liberta(rá)
Venha, pois oque vem é perfeição.
E fico lá, deitado, viajando no prazer do cigarro barato.
A ''anima'' da vida, a essência do jogo,
que acaba no game over geral de nossos orgãos.
Emoções, problemas, conquistas.
Penso comigo:
Sorte aquelas que amam.
Os filhos herdarão nosso mundo.
O conceito é mais extenso.
A ver com DNA, com problemas estomacais,
Falta de carne, saudades dos amores perdidos.
A musica alta não me deixa pensar direito.
Meu Deus, como me faz bem não pensar tanto as vezes.
Dou graças a isso.
Acendo mais um cigarro.
Dei sorte-outra cerveja, do lado da cama, intacta, quente, mas intacta.
Dou bom dia pra mim.
Mais uma noite sem dormir.
São 08:30 da manhã.
Oque será do dia hoje?
Alguma coisa me diz, que não vale a pena descobrir..
E eu lá tenho alguma escolha?
-Rabi Herzog
e vejo a magica acontecer.
Acendo um cigarro.
Fumo com gosto.
Aqueles chiados bons...da agulha entrando em contato com o breu do disco.
Começa, aveludada e triste, e sincera, a voz do sr. Renato:
Ausente o encanto antes cultivado,
percebo o mecanismo indiferente,
que teima em resgatar sem confiança,
a essencia do delito então sagrado.
Meu coração não quer deixar.
meu corpo descansar.
..
Encosto na cama;
fico a mercê da maré de pensamentos que assombram o meu dia a dia:
''Rabi, Rabi, oque será do dia de amanhã Rabi.''
O som tá alto, mas da pro gasto,
Me força a não pensar, e só aproveitar o momento.
Inerte: Pois a inercia é a verdadeira morte.
Pois a essência da vida é a mudança.
E cá me encontro: MORTO.
Deixando aos poucos, ao som da vitrola,
de ser um ser produtivo,
e sendo um peso morto.
Gastando o oxigênio do mundo.
Tomando lugar de algum gênio asiatico
que com o esforço de respirar, gaste mais tempo
na asma do que no estudo da matematica quântica.
Vai saber..
Subo na escada que dá ao caos.
E vejo o cais, com os barcos de papel.
E vejo além;
Ilhas do horizonte que me distraem, logo penso:
Aonde esta você agora, além de aqui, dentro de mim?
Eu sei que é presunção, mas, tire suas mãos de mim
Pois não pertenço mais a você,
Se acha que vai me dominar assim,
nunca ira me entender.
Pois posso estar sozinho, baby,
Mas eu sei muito bem aonde eu estou-no momento.
Você pode até não querer aceitar, garota.
Talvez isso seja mesmo amor.
Esta tudo morto e enterado agora, já, e também-porque não?
podemos celebrar, a estupidez de quem escreveu esse texto!
Amor, venha, meu coração esta com presa,
Só a verdade é que liberta(rá)
Venha, pois oque vem é perfeição.
E fico lá, deitado, viajando no prazer do cigarro barato.
A ''anima'' da vida, a essência do jogo,
que acaba no game over geral de nossos orgãos.
Emoções, problemas, conquistas.
Penso comigo:
Sorte aquelas que amam.
Os filhos herdarão nosso mundo.
O conceito é mais extenso.
A ver com DNA, com problemas estomacais,
Falta de carne, saudades dos amores perdidos.
A musica alta não me deixa pensar direito.
Meu Deus, como me faz bem não pensar tanto as vezes.
Dou graças a isso.
Acendo mais um cigarro.
Dei sorte-outra cerveja, do lado da cama, intacta, quente, mas intacta.
Dou bom dia pra mim.
Mais uma noite sem dormir.
São 08:30 da manhã.
Oque será do dia hoje?
Alguma coisa me diz, que não vale a pena descobrir..
E eu lá tenho alguma escolha?
-Rabi Herzog
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Meraki
O sentido da alma que se vai-nesse jogo de gato e rato.
Sem saber, que era um sonho bom,
De fato, acordo com espasmos.
Acho que isso um dia me matará.
-Ser feliz aos poucos, e nunca por completo.
Dia longo e estafante.
As pessoas te olham como se fosse ninguém;
Como se o alguém fosse menos que a pessoa.
Que a individualidade fosse menos que o conceito de ser algo unico.;
Nunca entendi essa merda mesmo.
Dimitrius me disse pra encontra-lo na Praça. Afonso Pena.
A tal praça das putas.
Em pleno meio dia.
Saio de casa sem almoçar.
Morto, por dentro e por fora.
Encontro-o sentado, impecavel como sempre,
fumando uma cigarrilha, acompanhado de uma mulher já dos seus 43 anos de idade,
roupa de corte minusculo(uma puta, das velhas, mas manjadas, o emprego explica)
Acendo um cigarro, faço aquela magica com os fósforos, as crianças e os adolescentes adoram.
Ela me olha, eu estou bem, Dimitrius estava comigo, então estava bem.
Só ele anda por entre os 3 lugares: céu, inferno. e terra.
Curiosamente, os portões se abrem ao meio dia.
Da pra ver, pastores, mendigos, advogados,
Asalariados, crianças, jovens. velhos..
anjos em missões, todos. todos saindo do inferno.
E a morte, a doença e a falta de esperança,
todas velas, vem quando o portão se abre.
Sempre soube que era as 3 da matina.
Agora, parece que o diabo só trabalha em horario comercial.
-Você esta fodido, como sempre.
Olhei pra mim mesmo.Realmente estava.
-Bom, me leve para o céu e acabe logo com isso.
Sabe que não estou bem.
A velha puta se sentou, pediu um cigarro a Dimitrius acendeu e se apresentou:
-Meu nome é Meraki, não é tão facil assim como pensa.
Também temos prioridade em você, my boy.
haha;
-O esforço da alma.
-Sou tão antiga quanto pensa, sou a essencia da palavra.
muito da influência daqui veio mais de baixo.
Jogou o cigarro fora, se levantou e foi 'trabalhar', o cafetão, um baixinho carrancudo
estava por lá também, injuriando as pessoas que passavam e batendo nas putas.
-Dimitrius, oque ela quer?
Ele deu uma gargalhada grande, engraçada, parece que o mundo parou nesse momento
para ouvi-lo rir, acendeu outra cigarrilha, pitava pela piteira dela,
fazendo uma fumaça bem espeça e cinza, quase azul, por todo o lugar.
-Ela quer você, todo mundo veio a Terra por algum motivo.
Ela tem o dela, eu tenho o meu..
-Mas de qualquer forma o destino ja esta traçado.
-Sim, Maktub.
-Maktub, disse, em resposta.
-Vamos beber algo, umas cervejas, estou com sede.
-Vamos, tem um bar do outro lado da rua,
Os travecos são os menores dos meus problemas lá.
E a atendente é uma gracinha.
Uma branquela de alargador linda linda, no meio de orientais
falando seu idioma secreto mandarin.
-Vamos, disse, Demetrius, você paga, anjos não usam carteira.
O papo descambou sobre sexo, como sempre.
Meraki era o assunto secundario.
Estava desde sempre a minha espera.
Não esperava que Dimitrius fosse me apresentar a ela.
Pediu uns cigarros soltos em meu nome no bar, guardou-os no bolso do guarda-pó.
Ele era assim, mais fodido que eu.
Mas pelo menos já tinha o céu garantido, todos os dias,
No final da noite.
Sem saber, que era um sonho bom,
De fato, acordo com espasmos.
Acho que isso um dia me matará.
-Ser feliz aos poucos, e nunca por completo.
Dia longo e estafante.
As pessoas te olham como se fosse ninguém;
Como se o alguém fosse menos que a pessoa.
Que a individualidade fosse menos que o conceito de ser algo unico.;
Nunca entendi essa merda mesmo.
Dimitrius me disse pra encontra-lo na Praça. Afonso Pena.
A tal praça das putas.
Em pleno meio dia.
Saio de casa sem almoçar.
Morto, por dentro e por fora.
Encontro-o sentado, impecavel como sempre,
fumando uma cigarrilha, acompanhado de uma mulher já dos seus 43 anos de idade,
roupa de corte minusculo(uma puta, das velhas, mas manjadas, o emprego explica)
Acendo um cigarro, faço aquela magica com os fósforos, as crianças e os adolescentes adoram.
Ela me olha, eu estou bem, Dimitrius estava comigo, então estava bem.
Só ele anda por entre os 3 lugares: céu, inferno. e terra.
Curiosamente, os portões se abrem ao meio dia.
Da pra ver, pastores, mendigos, advogados,
Asalariados, crianças, jovens. velhos..
anjos em missões, todos. todos saindo do inferno.
E a morte, a doença e a falta de esperança,
todas velas, vem quando o portão se abre.
Sempre soube que era as 3 da matina.
Agora, parece que o diabo só trabalha em horario comercial.
-Você esta fodido, como sempre.
Olhei pra mim mesmo.Realmente estava.
-Bom, me leve para o céu e acabe logo com isso.
Sabe que não estou bem.
A velha puta se sentou, pediu um cigarro a Dimitrius acendeu e se apresentou:
-Meu nome é Meraki, não é tão facil assim como pensa.
Também temos prioridade em você, my boy.
haha;
-O esforço da alma.
-Sou tão antiga quanto pensa, sou a essencia da palavra.
muito da influência daqui veio mais de baixo.
Jogou o cigarro fora, se levantou e foi 'trabalhar', o cafetão, um baixinho carrancudo
estava por lá também, injuriando as pessoas que passavam e batendo nas putas.
-Dimitrius, oque ela quer?
Ele deu uma gargalhada grande, engraçada, parece que o mundo parou nesse momento
para ouvi-lo rir, acendeu outra cigarrilha, pitava pela piteira dela,
fazendo uma fumaça bem espeça e cinza, quase azul, por todo o lugar.
-Ela quer você, todo mundo veio a Terra por algum motivo.
Ela tem o dela, eu tenho o meu..
-Mas de qualquer forma o destino ja esta traçado.
-Sim, Maktub.
-Maktub, disse, em resposta.
-Vamos beber algo, umas cervejas, estou com sede.
-Vamos, tem um bar do outro lado da rua,
Os travecos são os menores dos meus problemas lá.
E a atendente é uma gracinha.
Uma branquela de alargador linda linda, no meio de orientais
falando seu idioma secreto mandarin.
-Vamos, disse, Demetrius, você paga, anjos não usam carteira.
O papo descambou sobre sexo, como sempre.
Meraki era o assunto secundario.
Estava desde sempre a minha espera.
Não esperava que Dimitrius fosse me apresentar a ela.
Pediu uns cigarros soltos em meu nome no bar, guardou-os no bolso do guarda-pó.
Ele era assim, mais fodido que eu.
Mas pelo menos já tinha o céu garantido, todos os dias,
No final da noite.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Alice e a Internet
A idéia de que Alice dorme, e em busca de um livro, vai atrás de coelho apresado,
E entra no mundo da INTERNET.
Mata a rainha de copas, e vende suas fotos nuas, de sexo explicito,
com o chapeleiro maluco
em troca de pagantes em um site privado.
De longe, Ri em cima de uma arvore, o gato mimado,
Acompanhado de dois seguranças-os gemeos retardados.
Pensando até quando essa brilhante idéia vai dar certo.
Alice é menor de idade.
Mas foda-se, pensou.
-Eu também sou, e estou sempre de acido chapado.
-Rabi Herzog
E entra no mundo da INTERNET.
Mata a rainha de copas, e vende suas fotos nuas, de sexo explicito,
com o chapeleiro maluco
em troca de pagantes em um site privado.
De longe, Ri em cima de uma arvore, o gato mimado,
Acompanhado de dois seguranças-os gemeos retardados.
Pensando até quando essa brilhante idéia vai dar certo.
Alice é menor de idade.
Mas foda-se, pensou.
-Eu também sou, e estou sempre de acido chapado.
-Rabi Herzog
Uma grama de conciência, por 5 da marrom
Essa infinitude de coisas muito estranhas que acontecem num curto espaço de tempo.
E deixa a gente meio pensativo sobre oque pode ter dado errado.
E a desistência de tentar entender certos acontecimentos,
As vezes é a melhor escolha a ser seguida.
Enquanto corto as unhas do meu pé, pensando: deveria ter feito isso a alguns dias atrás.
-Realmente estavam grandes e eu estava me descuidando muito rapidamente.
Dei um gole na cerveja, que estava ficando quente já.
E a maldita barba grande que antes era capricho agora virou sinal de desleixo.
Por mais que a Morena teimasse em dizer que ficava legal com meu novo eu.
E o grupinho da cocaina, das faras, das mulheres vadias,
do sexo sem compromisso;
Isso tudo era como eu singelamente chamava de 'dia-a-dia'.
Passei um noite inteira pesando em como fazer as coisas acontecerem do jeito que eu queria.
E percebi que sonhar é uma parte muito extensa e complexa da coisa toda.
Dei outro gole na cerveja.
Talvez eu ligue pro Math, pensei.
Peguei o celular.. fiquei olhando o numero do viado.
Sabia que ele iria arrumar alguma desculpa, como sempre.
Matei a primeira, pela metade já, num gole só.
acendi um cigarro.
Liguei a caixa no note, fiquei pensando no que fazer pelos próximos 5 minutos.
Acendi um cigarro.
Sabia que pelo menos os próximos 5 minutos seriam bem aproveitados.
Chamando... Chamando... Chamando.. atende: outro fodido que nem eu.
-Math, seu viado, cola em casa, vamos passar o som nessa merda.
Tem algumas cervas aqui. S'imbora tocar algo.
-Hoje?
-Agora viado.
-Hoje não dá, tenho que estudar..
fica pra próxima cara.
-Filho da puta-filho da puta pensei também.
A gente fala mais alguma coisa sobre filmes e citações idiotas do clube da luta que
A gente as vezes usa. Desligamos.
O Desgraçado fica lá, estudando biologia humana,e eu aqui, me acabando na cerveja.}
Sem expectativas, Me acabando na cerveja e criando minhas expectativas também
de acordar rico, ou no minimo, sem úlcera.
Pego o violão sozinho, plugo a criança na caixa, ligo o microfone, faço aquela passagem de som porca.
Fico ensaiando tirar algo.
Sai SERÁ. do Renatão..
Mais lento.
Mais.. lento..
Talvez eu grave.. quem sabe..
Não dá..
Preciso parar com essa merda.
Uma festa de pó pra um homem só.
É oque dizem.
Eu matei meu eu interior, e hoje eu sou livre.
Mas qual o preço da liberdade?
Se eu joguei fora minha individualidade.
As vezes estar só é bom.
As vezes não.
É relativo.
Imagina que louco, amar e ser amado, pela mesma pessoa, quisá, pelo resto de nossas vidas.
-Rabi Herzog-de porre.
E deixa a gente meio pensativo sobre oque pode ter dado errado.
E a desistência de tentar entender certos acontecimentos,
As vezes é a melhor escolha a ser seguida.
Enquanto corto as unhas do meu pé, pensando: deveria ter feito isso a alguns dias atrás.
-Realmente estavam grandes e eu estava me descuidando muito rapidamente.
Dei um gole na cerveja, que estava ficando quente já.
E a maldita barba grande que antes era capricho agora virou sinal de desleixo.
Por mais que a Morena teimasse em dizer que ficava legal com meu novo eu.
E o grupinho da cocaina, das faras, das mulheres vadias,
do sexo sem compromisso;
Isso tudo era como eu singelamente chamava de 'dia-a-dia'.
Passei um noite inteira pesando em como fazer as coisas acontecerem do jeito que eu queria.
E percebi que sonhar é uma parte muito extensa e complexa da coisa toda.
Dei outro gole na cerveja.
Talvez eu ligue pro Math, pensei.
Peguei o celular.. fiquei olhando o numero do viado.
Sabia que ele iria arrumar alguma desculpa, como sempre.
Matei a primeira, pela metade já, num gole só.
acendi um cigarro.
Liguei a caixa no note, fiquei pensando no que fazer pelos próximos 5 minutos.
Acendi um cigarro.
Sabia que pelo menos os próximos 5 minutos seriam bem aproveitados.
Chamando... Chamando... Chamando.. atende: outro fodido que nem eu.
-Math, seu viado, cola em casa, vamos passar o som nessa merda.
Tem algumas cervas aqui. S'imbora tocar algo.
-Hoje?
-Agora viado.
-Hoje não dá, tenho que estudar..
fica pra próxima cara.
-Filho da puta-filho da puta pensei também.
A gente fala mais alguma coisa sobre filmes e citações idiotas do clube da luta que
A gente as vezes usa. Desligamos.
O Desgraçado fica lá, estudando biologia humana,e eu aqui, me acabando na cerveja.}
Sem expectativas, Me acabando na cerveja e criando minhas expectativas também
de acordar rico, ou no minimo, sem úlcera.
Pego o violão sozinho, plugo a criança na caixa, ligo o microfone, faço aquela passagem de som porca.
Fico ensaiando tirar algo.
Sai SERÁ. do Renatão..
Mais lento.
Mais.. lento..
Talvez eu grave.. quem sabe..
Não dá..
Preciso parar com essa merda.
Uma festa de pó pra um homem só.
É oque dizem.
Eu matei meu eu interior, e hoje eu sou livre.
Mas qual o preço da liberdade?
Se eu joguei fora minha individualidade.
As vezes estar só é bom.
As vezes não.
É relativo.
Imagina que louco, amar e ser amado, pela mesma pessoa, quisá, pelo resto de nossas vidas.
-Rabi Herzog-de porre.
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